06 de abril de 2017 - Fonte: G1 - Fotógrafo: Ilustrativa

Certamente você já abriu uma gaveta ou entrou em algum cômodo da sua casa para buscar algo, mas não conseguia lembrar o quê. Relaxe. É normal.

Não é difícil encontrar alguém por ai que não tenha um ritmo de vida acelerado. São muitos desafios e compromissos diários, seja na vida profissional ou pessoal, que, sem dúvida, refletem no funcionamento do organismo. A cabeça não dá conta de tantos afazeres e a memória começa a apresentar algumas falhas. Ninguém está imune a isso.

Assim, esquecer alguns afazeres, um texto lido, senhas, o nome de alguém, onde guardou isso ou aquilo e tantos outros exemplos, passam a fazer parte do dia a dia. Não se trata aqui de algum distúrbio neurodegenerativo ou mecanismos de defesas contra alguma angústia, que se apresentam em formas de lapsos e atos falhos, e sim o resultado de um cansaço físico e mental pelo ritmo de vida estressante.

São deslizes reversíveis – ainda bem - mas que influenciam em nossa qualidade de vida e que merece atenção. Aliás, por falar nela, a atenção é uma função mental imprescindível para o estabelecimento da memoria. O problema é que a maioria de nós não se concentra no momento presente.  Em meio a tantos afazeres, nossa atenção está na próxima tarefa e não naquilo que estamos fazendo. Como memorizar assim?

A memória é um sistema complexo, mas basicamente é a habilidade de registrar, armazenar e evocar uma informação.  Ela é fundamental para nossa sobrevivência e nos ajuda a lidar com inúmeras situações no dia a dia. Imagine, por exemplo, acordar todos os dias, olhar para a escova de dente e perguntar: “Pra que serve?”.

Por isso, a recordação de episódios antigos ou recentes, a memorização de algo novo reflete em nossa vida pessoal e profissional. Só que há momentos que não conseguimos recordar tão facilmente. O que fazer?

Felizmente há várias atitudes que podem nos auxiliar a driblar as armadilhas do esquecimento. Algumas são velhas conhecidas como ter uma boa noite de sono, alimentação saudável, beber bastante água, ler e praticar exercícios físicos regularmente. Mas a ciência nos apresenta técnicas, simples ou complexas, como, por exemplo, os mapas mentais, que nos dão uma mãozinha para não deixar as lembranças fugirem.

Descrevei aqui somente algumas delas, simples e práticas, mas que fazem um bem danado para nossa memória:

- Anotar compromissos ou fazer listas do que irá fazer naquela semana ou dia. Este ato banal de descrevê-las já ajuda a memorizar o que pretende fazer. 

- Manter o ambiente organizado, seja sua casa, trabalho ou seu carro, afinal quem consegue encontrar algo, ou manter o foco naquilo que deseja, em meio a tanta bagunça?

-Abusar das palavras cruzadas ou quebra cabeças.

- Fazer associações com algo que você já conheça, buscando sempre compreender aquela informação, já que decorar corre o risco de esquecer.

- Realizar pequenas pausas entre atividades que exijam grande concentração. Vale também investir em atividades prazerosas diariamente, como ouvir uma música no caminho para o trabalho, além aproveitar bem os finais de semana para desacelerar o pensamento. É terapêutico.

No entanto, caso as técnicas acima não resolvam, e os esquecimentos se tornarem mais frequentes, procure uma ajuda especializada, uma vez que pode se tratar de algo mais grave.

Boa memória!

G1