06 de abril de 2017 - Fonte: G1 - Fotógrafo: Ilustrativa

Trabalho, relatório, ligar para tal pessoa, e também para aquela outra, passar no mercado, pagar conta, verificar isso e aquilo...será que vai dar certo?

Toda esta inquietação, misturada com tensão e dificuldade de concentração, faz com que a pessoa acabe esquecendo algumas tarefas, ou errando, afinal o pensamento, a atenção, está lá na frente e não no momento presente.

Mente de gente ansiosa é assim. Mil coisas ao mesmo tempo na cabeça. Tudo com pressa. E ai de quem falar “calma” pra ela. Você é assim?

Primeiro é importante esclarecer que a ansiedade é uma emoção normal.

Ela é um estado de alerta, acionada pelo sistema nervoso central, quando estamos diante de algo que nos ameaça ou desafia, preparando-nos para uma ação.

Quando bem manejada, dizemos que a ansiedade é positiva porque ela auxilia o individuo a se preparar para a situação que a desencadeou e, assim,  aprimorar suas competências para enfrentá-la.

As situações são várias. Vão desde a expectativa para fazer uma prova, uma entrevista de emprego até mesmo a proximidade de uma festa, ou o encontro com alguém.

No entanto, há um tipo de ansiedade incontrolável que paralisa o indivíduo e surge sem motivo aparente. Esta é a ansiedade patológica cuja reação é desproporcional ao estímulo que a desencadeou. O individuo neste estado fica tão atento às sensações internas que apresenta dificuldades em interpretar os fatos como realmente são. Ele não consegue raciocinar, vive em sobressalto e sofre por algo que pode ou não acontecer.

Os pensamentos negativos dominam mesmo que dados reais demonstrem que a possibilidade de ocorrer aquilo que o indivíduo imagina seja nula ou insignificante.

As causas são variadas, mas geralmente estão relacionados à baixa autoestima, insegurança em relação às próprias habilidades ou crenças vinculadas à ausência da própria competência.

Isto gera uma cobrança interna altíssima para que tudo saia bem feito, o que acaba tendo, muitas vezes, um efeito paralisante já que, pelo perfeccionismo, o sujeito impõe limites irrealistas que nunca alcança gerando um circulo vicioso de insegurança, baixa autoestima, etc..

A psicoterapia, e por vezes o tratamento medicamentoso, auxilia o individuo a enfrentar as situações que causam a ansiedade, questionar as crenças sobre si mesmo, sobre a realidade a sua volta, atribuindo um novo significado às mesmas, além de confrontar os pensamentos disfuncionais que lhe causam prejuízos.

G1